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[:pb]A HP Inc anunciou esta semana que irá cortar até 4000 funcionários ao longo dos próximos três anos e reestruturará a empresa com foco na impressão 3D. Em maio deste ano, a gigante da computação lançou a HP Jet Fusion 3D Printing Solution com a promessa de fornecer um sistema de manufatura viável rápido o suficiente para consignar a linha de produção tradicional na história.

Desde então, a impressora 3D comercial sobreviveu à promessa e tem sido um braço potente da empresa, mas não poderia compensar um ano pobre no mercado de PCs e impressoras desktops da HP. O consumidor está cada vez mais dependente de smartphones, o que levou a um impacto sobre as vendas de laptops e periféricos, populares carros-chefe da marca.

Assim, apesar de elogiada por fabricar o laptop mais fino do mundo e o premiado X3 LapDock, a HP teve que absorver as perdas e avaliar demissões em massa. E também suportar o peso de uma tendência global do mercado de PCs – uma diminuição de 3,9% ano-a-ano, segundo a empresa de pesquisa de mercado IDC – enquanto a consultoria Gartner aponta para menos de 5,7%. Em tempos de vacas magras no mercado de computação doméstica, a HP passou em investir no trend do momento: a digitalização (scanning) e a impressão 3D.

A empresa tem investido muito na expansão do ecossistema de impressão 3D e digitalização 3D, conforme muda o foco para uma indústria em crescimento. Em julho deste ano, comprou a David Vision Systems e a David 3D Solutions e declarou a intenção de construir um ecossistema 3D completo, desde a digitalização 3D à modelagem 3D e por fim a impressão 3D. Também se comprometeu a investir mais de US$ 65 milhões por ano em um centro de distribuição de impressão 3D na Espanha. Portanto, é razoável afirmar que a HP tem antecipado problemas e trabalhado na solução. A curto prazo, porém, A HP tem que se reestruturar e a dispensa em massa de funcionários é parte desse contexto de reavaliação e inovação nos negócios.

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Os cortes de pessoal levarão a empresa economizar de US$ 200 milhões a 300 milhões por ano a partir de 2020, mas não há dúvidas de que o fato será um grande golpe para os funcionários. A HP conta com aproximadamente 50.000 funcionários no mundo todo, portanto o corte representará quase 10% da força de trabalho total da empresa.

“Embora nossos mercados tradicionais sigam desafiadores, temos o compromisso de inovar em nossa essência e continuar a vislumbrar oportunidades de crescimento a longo prazo em serviços comerciais e de mobilidade, na ruptura do mercado de copiadoras A3 e também na digitalização de gráficos e na manufatura, através de nossas soluções em impressão 3D”, revelou Dion Weisler, CEO da Hewlett-Packard Co..

A multinacional passou por uma divisão um ano atrás, durante a maior quebra empresarial do Vale do Silício, e ressurgiu das cinzas como a nova divisão de hardware. Com a divisão, já economizou mais de US$ 1 bilhão, de acordo com Weisler. Agora, a HP busca não só redução de custos como também investidores, juntamente com uma estratégia agressiva de pagamento, o que torna a gigante da tecnologia uma aposta mais segura para os homens de grandes negócios – o papel dos investidores.

A HP Inc possui uma arma formidável que é a  HP Jet Fusion 3D Printing Solution, especialmente agora, com a integração da David 3D Solutions para a criação de um sistema de produção completo que inclui escaneamento, modelagem e impressão 3D. A  impressão 2D – impressoras comuns a jato de tinta – simplesmente não irá voltar a seus dias de glória. A transição para uma empresa de alta tecnologia com o número certo de pessoas a bordo é um movimento doloroso, mas necessário, na avaliação do CEO. A ver como a HP irá lidar com sua nova linha de produtos focada em impressão 3D.

Fonte: 3ders.org[:]

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