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Pode parecer completamente alheio à maioria de nós, brasileiros, o papel desempenhado pelo BNDES no desenvolvimento do país. Mas é justamente através do Banco Nacional de Desenvolvimento Social que surgem os incentivos para infraestrutura e inovação, sem os quais a nossa indústria teria poucas chances de competir de igual para igual com as indústrias de ponta dos países mais desenvolvidos, sobretudo quando o tema da vez é Indústria 4.0.

E, na urgência de inserir o Brasil na rota da Indústria 4.0 mundial, o BNDES tem atrelado a Manufatura Avançada a tópicos não menos importantes que inovação e treinamento técnico qualificado para formar parcerias e desenvolver um plano de ação capaz de atender a demanda nacional por automação, robótica e tecnologias emergentes.

“A ideia é buscarmos o aumento de competitividade das empresas brasileiras, e para isso é fundamental que haja o desenvolvimento de tecnologias habilitadoras com o apoio das ICTs, ou seja, que a aproximação ocorra para que possamos pensar em um plano de ação para a indústria nacional”, explica Ana Cristina Rodrigues da Costa, do Departamento de Bens de Capital do BNDES.

Interessante notar que o BNDES usa a nomenclatura “tecnologias habilitadoras” (enabling technologies), a mesma utilizada pelo MIT e pelo IDA (Institute for Defense Analyses), como o “conjunto mínimo de áreas de concentração e tecnologias estratégicas relevantes para a manufatura avançada”.

Quais sejam:

  • Manufatura Aditiva e de precisão
  • Robótica e Automação
  • Materiais Avançados
  • Próxima geração da eletrônica
  • IA, Analytics e Big Data
  • Digitalização
  • Sensoriamento
  • Nano e Biomanufatura

Plano Nacional de IoT

O BNDES considera a implementação IoT no Brasil como fundamental para pavimentar o caminho das demais tecnologias habilitadoras em áreas consideradas chave pelo governo federal, tais como “Smart Cities”, Saúde, Agricultura e Indústria. Tal é a importância que até mesmo um estudo intitulado: “Internet das Coisas: Um Plano de Ação para o Brasil” foi criado, após uma imersão na Alemanha em 2016, como forma de orientar as ações de política econômica no período que compreende o quadriênio de 2018 a 2022.

Pode-se dizer que a corrida agora é pela definição de um plano para reposicionar a indústria brasileira diante do cenário mundial de inovação. Uma espécie de “atualização” ou “modernização” radical da indústria nacional, na medida em que envolve tecnologias disruptivas e ainda muito incipientes no Brasil, como as citadas acima. A premissa, contudo, é olhar para a indústria brasileira de uma forma integrada. Para que isso aconteça, as parcerias entre instituições acadêmicas e institutos de pesquisa, além do envolvimento do próprio governo federal, são cruciais, como explica a executiva do BNDES Ana Cristina Rodrigues da Costa:

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